21 setembro 2017

ROCK SPOTS: THE WHO

Era uma vez uma banda que se formou ao Oeste de Londres, em 1964...

Espere um pouco, "Era uma vez..."???

Isso não é a cara do The Who! 

Em 1964, a história do The Who se funde com a subcultura Mod (Modernists), tornando-se muito representativa no meio.

The Who falava para um público essencialmente jovem, adolescente, quase sempre masculino (vide Pictures of LilyI'm a manSubstituteI'm a boy...) e a conquista de uma tribo nova para quem se encontrava na terra dos Beatles e Rolling Stones já trazia a esses caras um grande mérito. 

Uma das marcas registradas da banda eram suas performances no palco. Pete Townshend com seus saltos, um dia bateu o braço de sua guitarra no teto e muito puto com o acidente, finalizou a vida do instrumento chocando-o no chão. A partir daí, o Rock and Roll já não era mais o mesmo. Nos próximos shows a bateria de Keith Moon teria o mesmo destino e muita Silver Tape protegeria o cabo do microfone de Roger Daltrey para aguentar mil giros pelo ar.

Ao lado de figuras como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Santana e outras estrelas, tocaram nos maiores festivais de música do mundo: Monterey (1967) e Woodstock (1969).
Até o final da década de 60, as composições da banda cresceram bastante, chegando a serem considerados os precursores do gênero "ÓperaRock", com o disco Tommy (1969) e Quadrophenia (1973).

Mas o ponto alto do Who é o album Who's Next (1971). Aclamado por críticos e público é um disco essencial na história do Rock. Construído a partir de um projeto frustrado de Pete Townshend chamado Lifehouse, vários clássicos da banda rolam nesse vinil: Baba O'Riley e Won't get fooled again (temas da série C.S.I.), Behind blue eyes (regravada por Limp Bizkit em 2003), sem contar nas excepcionais The song is over e Pure and easy.
O The Who se apresentará no Brasil pela primeira vez nesta noite em São Paulo Trip (Allianz Parque), e no Rock in Rio dia 23/09. 

The Who contradiz sua própria letra ("...hope i die before i get old") e mostra que chega aos 50 anos de idade, mesmo com baixas pelo caminho (o baterista Keith Moon em 1978, hoje substituído por Zak Starr, e o baixista John Entwistle, em 2002, com Pino Palladino agora em seu lugar) mostrando força, punhos cerrados, raiva, fome de Rock e falando para jovens de sete a setenta anos.

É muita história e muito som em campo. 

Imagem: https://www.rockinthehead.com/single-post/2017/03/13/The-Who-grupo-confirmado-no-Rock-in-Rio-2017  




Carlos Bermudes, especial para AEOL

ROCK SPOTS, POR CARLOS BERMUDES

AEOL conta a partir de hoje com um novo colaborador, Carlos Bermudes.

Profundo conhecedor da história do rock, Carlos escreverá sobre músicos e bandas de rock icônicos que não podemos deixar de prestar atenção.

Neste momento Carlos está no show da banda "The Who" em São Paulo, sendo o primeiro post escrito por ele dedicado a essa banda.

Acompanhe, aqui no AEOL.

18 agosto 2017

CURSO SOBRE FOTOGRAFIA MODERNA

Serão quatro dias de curso em outubro com a pesquisadora e curadora Daniela Maura Ribeiro. O foco está na obra de German Lorca.

Será na Unibes Cultural, grudado ao Metrô Sumaré!

Saiba tudo aqui.

I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L - !

14 agosto 2017

INSCRIÇÕES PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA DA BNCC EM SP ABRIRAM HOJE E JÁ ESTÃO ESGOTADAS

As inscrições para participar da audiência pública da BNCC em Sao Paulo abriram hoje.
Tentei fazer minha inscrição há instantes e não consegui. Vejam a resposta:


As vagas já estão esgotadas.

AUDIÊNCIA PÚBLICA DA BNCC EM SP

ATENÇÃO: A Base Nacional Comum Curricular está sendo debatida publicamente em todos os terrótórios brasileiros.

Para participar é preciso se inscrever.

A audiência pública em São Paulo acontecerá dia 25 de agosto.

As inscrições estão aberta de hoje até quinta-feira, 17 de agosto aqui.

Corra se inscrever! Ajude a definir os caminhos do ensino da Arte no Brasil.

31 julho 2017

FAZENDO ARTE COM OS OLHOS

Este é o título de um projeto desenvolvido em grupo de pesquisa coordenado pela professora Rosangela Leote no Instituto de Artes da UNESP, em São Paulo.

A fundadora do AEP, Ana Amália é uma das participantes. Abaixo ela está com seus assistentes de pesquisa, Nigel Anderson e Moacir Simplício, ministrando aula na Associação Nosso Sonho.

acervo Ana Amália e Moa Simplício

Conheça o projeto:


Este projeto foi convidado para ser apresentado na Áustria e na Finlândia e precisa ser viabilizado financeiramente.

Saiba mais e como apoiar aqui.

Ajude a divulgar!

Moa Simplício

29 julho 2017

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: VERÓNICA DECIDE MORRER

Último post da websérie AEOL "Música Queer Brasileira" é com os neoabravanados da banda "Verônica decide Morrer".



Breve conclusão:

E teve boatos que a cena queer estava na pior. Se isso é tá na pior... (after Luisa Marsilac)!!!

A música queer brasileira está movimentadíssima e sem precedentes no país.

As muitas possibilidades eletrônicas para produzir conteúdo audiovisual estão nos smartphones nossos de cada dia, assim como para veicular essa produção pela internet e "zapzaps" da vida.

Assista aqui a todos os posts dessa série AEOL - Arteducação Online, a revista eletrônica do AEP direcionada a professores de Arte em sintonia com seu tempo.

Até a próxima série!

José Minerini
(editor)

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: THIAGO DI MELO

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: SEKETH BÁRBARA










MÚSICA QUEER BRASILEIRA: ÚLTIMA NOITE

Esta é a websérie AEOL com a menor quantidade de likes no Facebook. Poucos tiveram coragem de curtir publicamente algo de um universo repleto de preconceito. Por outro lado, os posts foram muito acessados e os clipes bastante assistidos.

Acompanhe a partir de agora os últimos artistas da "Música Queer Brasileira" que selecionamos.

José Minerini

24 julho 2017

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: DANNY BOND

ATENÇÃO: Conteúdo explícito!





MÚSICA QUEER BRASILEIRA: DANNA LISBOA


Danna alerta que a vida não é só de "bons drink" e festa "casamiga":

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: CARIÚCHA


MÚSICA QUEER BRASILEIRA: AS BAPHÔNICAS

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: AS BAHIAS E A COZINHA MINEIRA




MÚSICA QUEER BRASILEIRA: ARETUZA LOVI


MÚSICA QUEER BRASILEIRA: BREVE INTRODUÇÃO

Estou escrevendo dois livros encomendados ao mesmo tempo e por esse motivo postando pouco no AEOL.

Por conta disso, alguns assuntos podem ser um pouco velhos para a dinâmica de um blog. Mas, aos poucos, colocarei as notícias em dia.


Drag queen paper doll
https://www.reddit.com/r/rupaulsdragrace/comments/5whons/outtv_is_bringing_a_new_tour_with_s9_girls_and/

Música Queer Brasileira: Breve introdução

Nhaííí? Vamos tomar uns "bons drink" e atualizar o babado da música queer? Luisa Marilac dá o start, que tá luxo! Ela fala direto do glamour no verão, europeu, claro!




Cultura queer é como se chama internacionalmente um segmento cultural muito bem delimitado, aquele dedicado à cultura LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros).

A geração atual que canta este universo no Brasil é pulsante, vem saindo do guetos e aos poucos chegando ao mainstream.

Esta semana aqui no AEOL é dedicada a essa cultura, cujos universos musicais e visuais convergem em uma cultura audiovisual bem informada e sofisticada.

Você perceberá que a montação corre solta. Bafo total!

Para não ter briga, os posts dessa websérie AEOL serão em ordem alfabética, porque no mundo gay um@ quer brilhar mais do que @ outr@. E com toda razão!

ACOMPANHE: Seis posts por noite. De hoje, dia 24, até 29 de julho de 2017.



19h00          19h30          20h00          20h30          21h00          21h30



Ajeita o picumã e se joga nas férias de inverno, que entram na reta final.

Xoxa não! Desaquenda o sofá da sala que a buátchy da semana é aí. O aquecimento da pista é por nossa conta, aqui no AEOL.

José Minerini
(editor)

Obs.: Esse texto usa expressões do universo queer e pajubá, dialeto gay que você pode conhecer aqui (ATENÇÃO: Há palavrões e alusões a conteúdos impróprios para menores de idade).

23 julho 2017

MÚSICA QUEER BRASILEIRA

Segunda-feira começa a nova websérie do AEOL: MÚSICA QUEER BRASILEIRA.

Seis posts diários, de meia em meia hora, das 19h00 às 21h30.

Não perca!

21 julho 2017

A HORA E A VEZ DA SOFRÊNCIA FEMINISTA

Afirmo sem receio algum que a música popular brasileira é dominada por vozes femininas, tanto que é hábito no jornalismo cultural apresentar a cada ano que se inicia uma lista com promessas de mulheres a se destacar na MPB.

São tantas que teria que escrever um compêndio só para isso. Mas, enquanto não tenho coragem para tanto (mesmo porque sou mero ouvinte - embora atento - sem pretenção de tornar-me historiador da música), compartilho aqui breve análise sobre um fenômeno atual: as cantoras de sofrência.

Música de corno que sofre é tradição no meio sertanejo, no qual homens lamentam traições e perdas de mulheres amadas (ou desejadas). Ouça um clássico dos cornos:


Enquanto eles choravam a traição no Fuscão Preto amaldiçoando o ronco do motor Wolkswagen, elas mantinham-se fiéis aos ideais românticos, do encontro com o amor eterno. Este é o caso de músicas compostas e gravadas pela bem-humorada Roberta Miranda.


Ela falou em destino? Que nada! Vingança tarda mas não falha.

As mulheres da sofrência respondem de outro modo. Feminismo? Talvez! Fato é que elas estão empoderadas e dão o troco sem pestanejar.

As músicas abaixo vêm sendo ouvidas à exaustão já faz algum tempo. Todas se apropriam do discurso do cornudo traído e não deixam nada passar incólume. Dê play nos vídeos abaixo e preste atenção no que elas elas cantam.

A fila anda. Enquanto cê tá indo eu tô voltando!


Suas malas estão na porta, infiel!


Pega esses R$50,00 e aproveita. Deixa que eu te ajudo a pagar a conta do motel!


A lição das cachorras do funk chegou ostentando na sofrência:


Sorte sua que cê beija bem. Se não fosse isso eu não voltava, não!


Você se envolveu com uma amiga minha e quero os dois na rua agora!
Não gostou? Fala com meu advogado:


Incompetente! Você não foi capaz de me fazer feliz!


Te dei tudo e você se iludiu com essa "bandida". Fica com ela então, porque eu vou ficar com outro!




Eitaaaaaaa! Acaba não mundão!!!

Car@ leit@r, busque na internet músicas e vídeos de sofrência e encontrarás muito mais com elas. Foi-se o tempo em que homens choravam por um um fio de cabelo no paletó. Não é Chitão, não é Xororó?


Sofre sim rapaz, porque a mulherada está no poder. Xororô sofrido, né!

Tomara que o universo machista continue a se desmantelar e que outras possibilidades não binárias macho/fêmea se revelem não só na música sertaneja mas em todo e qualquer outro contexto.

Voltando ao início desse texto, Roberta Miranda é tão inteligente que recebeu Marília Mendonça em um de seus shows e reconheceu que os tempos mudaram. A fila andou, e desandou. Bom pra todo mundo!


Coragem, migo, coragem! Assista a um show com várias delas juntas e... seguuuuuuura esse estrogênio peão! Se for capaz, claro!


José Minerini

20 julho 2017

SEVDALIZA ALIZADEH & FRANÇOIS SAGAT

Cantora iraniana radicada na Holanda das mais interessantes.

No clipe abaixo ela dança com o astro pornô gay François Sagat.  

O resultado é delicadíssimo. Confira:


Que tal?

José Minerini

19 julho 2017

MÚSICA PARA TARDES DE INVERNO

Faz um chá, frita o bolinho de chuva, coloca a meia e dá play:


Ana Vilela




Mariana Nolasco



Bruno Capinan



Mãeana (after John Lennon e Xuxa)



Confort food & música acolhedora nunca são demais!

José Minerini

18 julho 2017

AEOL NA ATIVA

Depois de um rápido descanso  AEOL - Arte Educação Online voltou à ativa com atualidades para arte/educadores antenados com os rumos atuais da arte e da educação.

É a revista eletrônica do AEP - Arteducação Produções, sediado em São Paulo.

VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS

Vem aí mais uma fantástica ficção científica dirigida por Luc Besson.

Assista ao trailer e põe na agenda dos filmes imperdíveis de 2017.


As trilhas sonoras dos filmes de Besson são sempre magníficas. Estamos esperando!

José Minerini

17 julho 2017

REGGAETON É O NOVO RITMO QUE AMAMOS ODIAR

Se você é daquel@s que adora falar que odeia funk carioca, é melhor ficar longe das festas e pistas de dança que estão tocando há mais de mês "Despacito", afinal, trata-se de um gênero musical portoriquenho chamado reggaeton ou dancehall tão popular, sexualizado e vulgar quanto o nosso funk.

Ouça mais uma vez "Despacito", já comparado por alguns críticos a "La Bamba", sucesso mexicano de 1958 há décadas imortalizado.



Tem mais. Veja "as mina" dançando reggaeton até o chão (R.I.P. J Capri):


Não curtiu? Tenta mais uma vez com a moçada de "La Nueva Scuela":


Ainda não rolou você "curtí" essa parada dancehall aí?

Sobrou de novo para Anitta resolver nas quebradas daqui e nos morros dalí essa parada e polemizar sobre. Estratégia de marketing? Pode ser, mas que está rolando, está!

Há festas reggaeton/dancehall acontecendo em casas badaladas Brasil adentro, ofuscando a tentativa do povo fashinista de reviver a cena cubber que remixa os idos noventistas. Se a imagem de moda clubber pega aos poucos, a música não.

A ex-funkeira e atual top pop brasileira que muita gente adora destestar fez o que devia fazer: "Sim ou não"!

Graçãs a isso, mais uma vez ouvimos a sonoridade dos substratos socioculturais brasileños y latinoamericanos gritando em uníssono, o que é ótimo.
Chic@s, que tal? Libertad aunque tardía.

Confira o dancehall do reggaeton libetário no show da poderosa dizendo sim ou não pro bonde passar. Participação do colombiano Maluma:



Você ainda não se convenceu que esse tal de reggaeton lacra geral? Dá uma paradinha:


Não é fácil dormir com um barulho desses que insite em dançar em nossos halls, reais ou virtuais. Ou tentando entrar em nossas varandas gourmets.

Respeitemos Anitta, cantora bem produzida pela indústria cultural que respeita as ousadias musicais e sociais das alas que Chiquinha Gonzaga abriou cortando jaca; da música de Dalva de Oliveira cantando os "verde zóio"de Kalu; de Elza Soares cantando sua bossa negra que vai do cóccix até o pescoço para quaisquer Marias, mulheres do fim do mundo que carregam latas d'água na cabeça e passam fome; ou das pernas abertas de Gal Costa na capa do disco Índia;  quiçá as vampirizações de Vange Leonel; Daniela Mercury mixando eletronicamente axé no trio elétrico; Pitty e seu rock sofisticado herdado de Raulzitos, Marcelos Novas e xibombombons d'As Meninas; ou de Deise Tigrona na voz da negra cachorra favelada da comunidade que nunca esteve na moda como a feia Tati Quebra-barraco, que teve um filho assassinado na Cidade de Deus,... .

São tantas histórias, tantas mulheres, tantas músicas importantes que muitos ouvem mas nada escutam. O que nos resta? Pense aí que penso aqui!

Em tempo: Há iniciativas querendo criminalizar a música funk. Como menosprezar essa relevante riqueza cultural da música popular brasileira que dá voz aos oprimidos?

Não basta o que se fez com o samba e com as músicas afrobrasileiras de terreiro no passado?

José Minerini

Observação: Esse texto usa gírias e jargões de culturas periféricos e de comunidades marginais pelo ponto de vista de um paulista, reconhecendo suas importâncias na cultura brasileira.

16 julho 2017

TUDO BOM! FUNK CARIOCA ISRAELENSE

Sabe aquela música chiclete? Assim é "Tudo bom", cantada em português e hebraico por Static & Ben-El Tavori.

Hit total em Israel com clipe mega produzido feito em Tel Aviv. Dá play:


Divertido, né!
Percebeu que vai do funk carioca ao berimbau do funk rasteirinha e ao samba?

José Minerini

13 maio 2017

FIM DE SEMANA AEOL: BON APPÉTIT

Katy Perry faz sua versão para "O cozinheiro, o ladrão, sua esposa e o amante", de Peter Greenaway.

Mesmo vindo de uma cultura antropofágica em amplo sentido e fã de arte abjeta, confesso que me deu um nojinho.


Que tal? Vamos jantar?

José Minerini

19 março 2017

A DIVERSIDADE DE GÊNEROS DE MATHEUS VON KRÜGER

"Quero ver geral mexer a pélvis
para lá
para cá
para lá 
para cá quero ver mexer..."
Se você não tolera agênero, poliamor, pluralidade sexual e multidentidade, é melhor não assistir "Pélvis", de Matheus von Krüger: 



Matheus VK foi uma das sensações do carnaval 2017.  Seu último disco - "Vagalume" - é muito interessante. Ouça:


Que tal?

José Minerini

24 fevereiro 2017

É CARNAVAL!

https://br.pinterest.com/pin/477944579179336351/

Quem escolheu a música desse post foi Moa Simplício:


Divirta-se, mas, lembre-se de respeitar as minas.

Até semana que vem!

13 fevereiro 2017

O GRANDE CIRCO MÍSTICO, O FILME

Save the date: 4 de maio de 2017.

Esse é o dia previsto para entrar em cartaz o filme "O Grande Circo Místico". A trame tem base em poema de Jorge de Lima e as músicas de Chico Buarque e Edu Lobo.

Já viu o trailer?


Nos vemos no cinema!

07 fevereiro 2017

MAGRITTECES VISUAIS DE REGINA SPEKTOR

Ana Amália indicou um vídeo dessa cantora e pianista e achamos outro, com claras referências às pinturas de René Magritte.

Frame do vídeo "Laughing with", de Regina Spektor
(reprodução)

Dá play:

 

Que tal?

19 janeiro 2017

GORILLAZ DÁ BEIJINHO NO OMBRO PARA DONALD TRUMP

Oremos!
Here is our tree
That primitively grows
And when you go to bed
Scarecrows from the far east
Come to eat
Its tender fruits
And I thought the best way to perfect our tree
Is by building walls
Walls like unicorns
In full glory
And galore
And even stronger
Than the walls of Jericho
But glad then my friend
Out in the field we shall reap a better day
What we have always dreamt of having
Are now for the starving
It is love, that is the root of all evil
But not our tree
And thank you my friend
For trusting me
Hallelujah
(Hallelujah)
Hallelujah money
(Past the chemtrails)
Hallelujah money
(Hallelujah money)
Hallelujah money
(Hallelujah money)
Hmmm
Hallelujah money
(Hallelujah)
Hallelujah money
(Oooh)
How will we know?
When the morning comes
We are still human
How will we know?
How will we dream?
How will we love?
How will we know?
Don't worry, my friend
If this be the end, then so shall it be
Until we say so, nothing will move
Ah, don't worry
It's not against our morals
It's legal tender
Touch, my friend
While the whole world
And whole beasts of nations desire
Power
When the morning comes
We are still human
How will we know?
How will we dream?
How will we love?
How will we know?
(Hallelujah money)
Hallelujah money
(Past the chemtrails)
Hallelujah money
(Hallelujah money)
Hmmm
Hallelujah money
(Hallelujah money)
Hallelujah money
(Oooh)
Hallelujah money
Hallelujah money
Hallelujah
Hallelujah money!
Saiu hoje "Hallelujah Money", videoclipe da banda virtual Gorillaz, cuja letra está acima.

Idealizada no final dos anos 1990 pelo ex-Blur Damon Albarn e por Jamie Hewlett - um dos criadores da história em quadrinhos Tank Girl  - "Hallelujah Money" é o novo single dessa banda, que não lança nada desde 2011.

Na véspera da posse de Donald Trump como presidente dos EUA, este clipe mostra imagens da Trump Tower em Manhattan e conta com a participação de Benjamin Clementine. Que voz!

Confira:


Viu as máscaras sagradas subsaarianas e o butô japonês? E o mexicano? E o arco-íris gay? Em tempos de intolerância reinante (tem até Ku Klux Klan no clipe), é sempre bom lembrar que a diversidade existe. E é linda!

Como diria Bob Esponja: Ehehehehehe, que legal, que legal, que legal! (essa frase só fará sentindo para quem assistir ao clipe até o final).

E a imagem do cowboy? Ronald Reagan? E o palhaço? Representa eu, você, dois filhos e um cachorro? Ahã!

Será que vem álbum novo dos Gorillaz por aí? Tomara que saia antes do mundo acabar nas mãos de Trump. Viva la vida rica! SQN!

Por que o título desse post cita Valesca Popozuda? Sei lá! Talvez porque estejamos vivendo um momento nonsense mundial.

José Minerini

16 janeiro 2017

A VIDA SEXUAL DE UM CEGO

Você já parou para pensar como é a vida sexual de uma pessoa deficiente? O teaser abaixo é sobre isso. Dá play:


A vida sexual de um deficiente físico é o fio condutor da peça "Um homem comum" (1HC), que vem sendo encenada em vários palcos de São Paulo desde 2016 e atualmente está em cartaz no Teatro UMC.

Divulgação

Com dramaturgia de Edgar Jacques, a peça trata das pulsões sexuais de Fábio, um jovem universitário cego que mora com sua mãe.

Além de escrever "Um homem comum", Edgar interpreta Fábio que, assim como a personagem criada e interpretada por ele, é cego. Sheila Donio vive sua mãe e Vini Hideki o amigo da faculdade.

Da esquerda para a direita: Vini Hideki, Edgar Jacques e Sheila Donio
Fotografia: Juliana Dantas

A cenografia é composta por um painel de tomografias que divide o palco entre o quarto de Fábio e a área social de sua casa, tensionada pela iluminação.

Os diretores André Luis e Rick Conte lançam mão em vários momentos da derrubada da quarta parede ao modo brechtiano em cenas de plateia com o amigo universitário e no epílogo de Fábio, cuja crueza nada agradável sobre deficiência, família, amigos, sociedade, desejos e afins é ao menos desconcertante.

Destaques para a cena de reconhecimento do corpo no outro e da 'pietá' jurando ao filho viver eternamente.

Humanizador, "Um homem comum" aborda questões delicadas sobre a vida com deficiência e é justamente por isso que deve ser visto. Preços, dias e horários estão disponíveis aqui (fácil estacionamento e acesso pela estação Leopoldina da CPTM).

Vamos? A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo deveria apoiar essa peça.

ATENÇÃO: A seção de 19 de janeiro terá audiodescrição e libras. Se você não é deficiente e tem interesse em assistir a uma peça de teatro com os olhos vendados eis a oportunidade.

I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L

José Minerini

09 janeiro 2017

MAJED AL-ESA - MULHERES SAUDITAS TAMBÉM ANDAM DE SKATE (OU GIRLS JUST WANNA HAVE FUN)

Elas andam de skate, dirigem triciclos, patinam, usam saias de tule colorido, calçam tênis e jogam basquete... Fazem tudo que uma mulher não pode fazer na Arábia Saudita.

Anyway, elas se divertem... e muito! Isso sim é empoderamento feminino. Obrigados a Sonia Bercito e a seu filho Diogo pelas informações sobre Majed Al-Esa.

Confira:


Diogo Bercito escreve mais sobre isso aqui.

Se eu fosse Sílvio Santos diria: Elas vão pro trono ou não vão? Como não sou, então digo: Elas lacram ou não?

Enquanto isso, aguardemos a posse de Donald Trump ouvindo e dançando com Cyndi Lauper:


Já que o assunto desse post virou diversão, segue uma dica ao prefeito cosplayer paulistano:

Após o traje de gari usado no primeiro dia como prefeito, que tal trajar uma roupa lacradora na semana que vem? Garanta seu trono (e a nossa diversão) usando burca, niqab, chador, al-amira, hijab, shayla...

Isso sim seria empoderamento, em amplo sentido.

José Minerini

06 janeiro 2017

1º PRÊMIO SELECT DE ARTE E EDUCAÇÃO

Divulgação

Saiba como inscrever seu trabalho aqui.

Válido para projetos realizados entre 2015 e 2016.

O prazo se encerra em 06 de março de 2017. Dá tempo!

03 janeiro 2017

O PUNK ROCK DE CABBAGE

Qualquer semelhança dessa banda inglesa com a californiana Dead Kennedys não me parece mera coincidência. Se não for, parabéns aos novatos pela ótima influência e pela tentativa de renovar a desgastada musicalidade pós-punk.

Compare:



José Minerini

02 janeiro 2017

JORJA SMITH

Está aberta a temporada de apostas nos músicos que se destacarão em 2017.

Conhece Jorja Smith?

Jorja Smith
http://www.hungertv.com/feature/meet-jorja-smith-the-uks-newest-rb-star/ 

Tem crítico dizendo que é a nova Amy Winehouse. Pra variar, essas rotulações são desnecessárias. Ouça:

 

A voz potente da cantora merece produção melhor. O teclado sintetizado com pegada anos 80 é,  ao menos, desanimador.

José Minerini