20 dezembro 2017

É HOJE O CENTENÁRIO DA CRÍTICA DE MONTEIRO LOBATO A RESPEITO DE EXPOSIÇÃO DE ANITA MALFATTI

Há 100 anos Monteiro Lobato publicou no jornal O Estado de São Paulo uma crítica à exposição de pintura moderna de Anita Malfatti que ajudou a dar visibilidade aos modernistas paulistas, que culminou cinco anos depois com a Semana de Arte Moderna de 1922.

O Homem amarelo, pintura de Anita Malfatti feita em 1915 e
que esteve na exposição de 1917.
Imagem disponível em http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento238102/exposicao-de-pintura-moderna-anita-malfatti-1917-sao-paulo-sp 


Já Leu a crítica inteira? Aproveita:

Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em conseqüência disso fazem arte pura, guardando os eternos rirmos da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. Quem trilha por esta senda, se tem gênio, é Praxíteles na Grécia, é Rafael na Itália, é Rembrandt na Holanda, é Rubens na Flandres, é Reynolds na Inglaterra, é Leubach na Alemanha, é Iorn na Suécia, é Rodin na França, é Zuloaga na Espanha. Se tem apenas talento vai engrossar a plêiade de satélites que gravitam em torno daqueles sóis imorredouros. A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos de cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência: são frutos de fins de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes, brilham um instante, as mais das vezes com a luz de escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento.


Embora eles se dêem como novos precursores duma arte a ir, nada é mais velho de que a arte anormal ou teratológica: nasceu com a paranóia e com a mistificação. De há muitos já que a estudam os psiquiatras em seus tratados, documentando-se nos inúmeros desenhos que ornam as paredes internas dos manicômios. A única diferença reside em que nos manicômios esta arte é sincera, produto ilógico de cérebros transtornados pelas mais estranhas psicoses; e fora deles, nas exposições públicas, zabumbadas pela imprensa e absorvidas por americanos malucos, não há sinceridade nenhuma, nem nenhuma lógica, sendo mistificação pura. Todas as artes são regidas por princípios imutáveis, leis fundamentais que não dependem do tempo nem da latitude. As medidas de proporção e equilíbrio, na forma ou na cor, decorrem de que chamamos sentir. Quando as sensações do mundo externo transformam-se em impressões cerebrais, nós "sentimos"; para que sintamos de maneiras diversas, cúbicas ou futuristas, é forçoso ou que a harmonia do universo sofra completa alteração, ou que o nosso cérebro esteja em "pane" por virtude de alguma grave lesão.

Enquanto a percepção sensorial se fizer anormalmente no homem, através da porta comum dos cinco sentidos, um artista diante de um gato não poderá "sentir" senão um gato, e é falsa a "interpretação" que o bichano fizer um "totó", um escaravelho ou um amontoado de cubos transparentes. Estas considerações são provocadas pela exposição da Sra. Malfatti, onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso e companhia. Essa artista possui talento vigoroso, fora do comum. Poucas vezes, através de uma obra torcida para a má direção, se notam tantas e tão preciosas qualidades latentes. Percebe-se de qualquer daqueles quadrinhos como a sua autora é independente, como é original, como é inventiva, em que alto grau possui um semi-número de qualidades inatas e adquiridas das mais fecundas para construir uma sólida individualidade artística.

Entretanto, seduzida pelas teorias do que ela chama arte moderna, penetrou nos domínios dum impressionismo discutibilíssimo, e põe todo o seu talento a serviço duma nova espécie de caricatura. Sejam sinceros: futurismo, cubismo, impressionismo e tutti quanti não passam de ouros tantos ramos da arte caricatural. É extensão da caricatura a regiões onde não havia até agora penetrado. Caricatura da cor, caricatura da forma - caricatura que não visa, como a primitiva, ressaltar uma idéia cômica, mas sim desnortear, aparvalhar o espectador. A fisionomia de que sai de uma destas exposições é das mais sugestivas. Nenhuma impressão de prazer, ou de beleza denuncia as caras; em todas, porém, se lê o desapontamento de quem está incerto, duvidoso de si próprio e dos outros, incapaz de racionar, e muito desconfiado de que o mistificam habilmente. Outros, certos críticos sobretudo, aproveitam a vaza para épater les bourgeois. Teorizam aquilo com grande dispêndio de palavrório técnico, descobrem nas telas intenções e subintenções inacessíveis ao vulgo, justificam-nas com a independência de interpretação do artista e concluem que o público é uma cavalgadura e eles, os entendidos, um pugilo genial de iniciados da Estética Oculta.

No fundo, riem-se uns dos outros, o artista do crítico, o crítico do pintor e o público de ambos. Arte moderna, eis o estudo, a suprema justificação. Na poesia também surgem, às vezes, furúnculos desta ordem, provenientes da cegueira sempre a mesma: arte moderna. Como se não fossem moderníssimo esse Rodin que acaba de falecer deixando após si uma esteira luminosa de mármores divinos; esse André Zorn, maravilhoso "virtuose" do desenho e da pintura; esse Brangwyn, gênio rembrandtesco da babilônia industrial que é Londres; esse Paul Chabas, mimoso poeta das manhãs, das águas mansas, e dos corpos femininos em botão. Como se não fosse moderna, moderníssima, toda a legião atual de incomparáveis artistas do pincel, da pena, da água-forte, da dry point que fazem da nossa época uma das mais fecundas em obras-prima de quantas deixaram marcos de luz na história da humanidade. Na exposição Malfatti figura ainda como justificativa da sua escola o trabalho de um mestre americano, o cubista Bolynson. É um carvão representando (sabe-se disso porque uma nota explicativa o diz) uma figura em movimento. 

Está ali entre os trabalhos da Sra. Malfatti em atitude de quem diz: eu sou o ideal, sou a obra-prima, julgue o público do resto tomando-me a mim como ponto de referência. Tenhamos coragem de não ser pedante: aqueles gatafunhos não são uma figura em movimento; foram, isto sim, um pedaço de carvão em movimento. O Sr. Bolynson tomou-o entre os dedos das mãos ou dos pés, fechou os olhos, e fê-lo passar na tela às pontas, da direita para a esquerda, de alto a baixo. E se não o fez assim, se perdeu uma hora da sua vida puxando riscos de um lado para o outro, revelou-se tolo e perdeu tempo, visto como o resultado foi absolutamente o mesmo. Já em Paris se fez uma curiosa experiência: ataram uma brocha na cauda de um burro e puseram-no traseiro voltado numa tela. Com os movimentos da cauda do animal a broxa ia borrando a tela. A coisa fantasmagórica resultante foi exposta como um supremo arrojo da escola cubista, e proclama pelos mistificadores como verdadeira obra-prima que só um ou outro raríssimo espírito de eleição poderia compreender. Resultado: o público afluiu, embasbacou, os iniciados rejubilaram e já havia pretendentes à tela quando o truque foi desmascarado.

A pintura da Sra. Malfatti não é cubista, de modo que estas palavras não se lhe endereçam em linha reta; mas como agregou a sua exposição uma cubice, leva-nos a crer que tende para ela como para um ideal supremo. Que nos perdoe a talentosa artista, mas deixamos cá um dilema: ou é um gênio o Sr. Bolynson e ficam riscados desta classificação, como insignes cavalgaduras, a coorte inteira dos mestres imortais, de Leonardo a Steves, de Velásques a Sorolla, de Rembrandt a Whistler, ou... vice-versa. Porque é de todo impossível dar o nome da obra de arte a duas coisas diametralmente opostas como, por exemplo, a Manhã de Setembro, de Chabas, e o carvão cubista do Sr. Bolynson. Não fosse a profunda simpatia que nos inspira o formoso talento da
Sra. Malfatti, e não viríamos aqui com esta série de considerações desagradáveis.


Há de ter essa artista ouvido numerosos elogios à sua nova atitude estética. Há de irritar-lhe os ouvidos, como descortês impertinência, esta voz sincera que vem quebrar a harmonia de um coro de lisonjas. Entretanto, se refletir um bocado, verá que a lisonja mata e a sinceridade salva. O verdadeiro amigo de um artista não é aquele que o entontece de louvores, e sim o que lhe dá uma opinião sincera, embora dura, e lhe traduz chãmente, sem reservas, o que todos pensam dele por detrás. Os homens têm o vezo de não tomar a sério as mulheres. Essa é a razão de lhes derem sempre amabilidades quando elas pedem opinião. Tal cavalheirismo é falso, e sobre falso, nocivo. Quantos talentos de primeira água se não transviaram arrastados por maus caminhos pelo elogio incondicional e mentiroso? E tivéssemos na Sra. Malfatti apenas uma "moça que pinta", como há centenas por aí, sem denunciar centelhas de talento, calar-nos-íamos, ou talvez lhe déssemos meia dúzia desses adjetivos "bombons" que a crítica açucarada tem sempre à mão em se tratando de moças. Julgamo-la, porém, merecedora da alta homenagem que é tomar a sério o seu talento dando a respeito da sua arte uma opinião sinceríssima, e valiosa pelo fato de ser o reflexo da opinião do público sensato, dos críticos, dos amadores, dos artistas seus colegas e... dos seus apologistas. Dos seus apologistas sim, porque também eles pensam deste modo... por trás.

Monteiro Lobato

08 dezembro 2017

CARTA A FAVOR DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO ARTÍSTICA E CONTRA A SUA CENSURA

A FAEB - Federação de Arte Educadores do Brasil protocolou no Conselho Nacional de Educação duas cartas. Uma delas é referente  a liberdade de expressão artística e contra a sua censura.

Leia esta carta na íntegra:


CARTA SOBRE AS MUDANÇAS NO ENSINO MÉDIO DO COMPONENTE CURRICULAR ARTE

 A FAEB - Federação de Arte Educadores do Brasil protocolou no Conselho Nacional de Educação duas cartas. Uma delas é referente  às mudanças do componente curricular Arte no Ensino Médio.

Leia esta carta na íntegra:



ANA MAE INFORMA: COLÓQUIO CRIAÇÃO & CRIATIVIDADE: ENTRE FORMAÇÃO E PESQUISA

Paris, novembro, 20, 21 e 23, 2017

Este colóquio organizado pela Universidade Paris Descartes demonstrou claramente a potência do movimento atual de “Back to Creativity”.

Até meados dos anos 80, em Arte/Educação, muito se falava em desenvolvimento da criatividade como objetivo e metodologia de ensino, mas comumente as ações oscilavam entre a normatividade disfarçada e o mero “deixar fazer”. Houve experiências realmente comprometidas com o processo criador, abafadas pela incoerência da maioria que deixava uma enorme lacuna entre o dizer conceitual e o fazer na sala de aula.

Nos fins dos anos 80 a palavra ‘criatividade’ foi banida dos currículos, das ementas dos cursos e do discurso dos Arte/Educadores. Foi substituída pela palavra “inovação” mais adaptada à nova ideologia de educação para o mercado.

No Colóquio Criação & Criatividade: entre Formação e Pesquisa não ouvimos falar de inovação mas de uma miríade de conceitos mais humanizados acerca de criatividade, como Criação conectada, Criatividade e saúde, Criatividade e existencialismo, Criatividade e somatização, Criatividade e mundo interior, Didática da criação artística, Mediação Cultural e Criatividade, Criatividade e indeterminação artística, Criatividade e Medicina narrativa, etc.

Houve várias apresentações sobre formas de desenvolver e formas de avaliar criatividade assim como de muitas experiências de imersão prática no processo criador de alunos cientistas e artistas.

Destaco a conferencia de Bernard Audie, “Da formação de si à criação”, que enfatizou a participação integral do Corp Vivant, do Corp Vecú e do Corp Vital nos processos criativos. Ele publicará em breve um livro no Brasil.

Outro autor que já é muito lido em português no Brasil, Michel Maffesoli, deu uma magnifica conferencia sobre a “Criatividade e o Cotidiano”.

Falaram vinte e cinco pesquisadores de diversos países, todos convidados pelos organizadores do Colóquio: Dr. Todd Lubart, Dra. Apolline Torregrossa, Dr. Roberto Falcon e Ms. Sidiney Peterson.

Eles convidaram sete pesquisadores brasileiros: Dr. Afonso Medeiros (UFPA), Dra. Vitória Amaral (UFPE), Dra. Valéria Alencar (UNESP), Dra. Leda Guimarães (UFG), Dra. Rejane G. Coutinho (UNESP), Sidiney Peterson (doutorando UNESP) e eu, que já vinha trabalhando em contato com Apolline Torregrossa e Marcelo Falcon há algum tempo.

Participei da última mesa do Colóquio junto com Dra. Marie-Françoise Chavanne, que  foi presidente da International Society of Education through Art (InSEA/UNESCO) com quem muito aprendi a lidar com gestão internacional e usei o que aprendi quando fui também Presidente da InSEA, aliás, a única de um país em desenvolvimento até hoje.

A palestra de Chavanne sobre o renascimento e reconhecimento da Criatividade na Educação como vetor de inteligência e criação ampliou o sentido do Colóquio e indiscutivelmente demonstrou que o mundo de agora precisa de soluções criativas na medicina, na economia, na psicologia, na antropologia, no Design, na Arte/Educação .

Falei em inglês sobre uma categorização de Criatividade, a Criatividade Coletiva, para a qual me inspirei nas metodologias de Gestão e do Design estimulada pelos movimentos Ativistas e pelas redes sociais. Nossa mesa foi considerada a mais política do Colóquio e comentada positivamente pelo público assim como foram muito bem recebidas as palestras dos brasileiros participantes.

Não foram aceitas comunicações no Colóquio mas os estudantes e não convidados puderam participar apresentando posters. Duas alunas da UFPE apresentaram seus posters.

No dia 23 de novembro houve uma reunião na Universidade Paris Descartes coordenada por Roberto Falcon para avaliar o Colóquio e projetar o próximo que será possivelmente na Espanha.

Os brasileiros formaram um grupo de estudos não sei ainda se formal ou informal, mas nos reuniremos em janeiro de 2018.

Vamos ampliar nossas pesquisas!

São Paulo, 30 de novembro de 2017


Ana Mae Barbosa

17 novembro 2017

IGREJA DE SÃO FRANCISCO/SALVADOR EM 3D

Esplendor do barroco baiano. Ótimo para exibir em aula.

http://www.melhordanet.com/reprodução

Visite aqui.

http://www.arteducacaoproducoes.com.br/
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13 novembro 2017

ROCK SPOTS: "THE DARK SIDE OF THE MOON" OU "ALÉM DO POLENGHI"

Os cinco primeiros anos da década de 1970 foram marcados por discos icônicos de Rock, Pop e Folk, tanto na Inglaterra como nos EUA, berços de bandas fundamentais em todas as vertentes do Rock and Roll.

Março de 1973: The Dark Side of the Moon (TDSotM) era lançado.

O ápice da banda inglesa Pink Floyd, formada em 1965, veio com o álbum “The Dark Side of the Moon”, lançado em março de 1973. Os caras já vinham de discos bons, tanto na década de 1960 em sua fase mais psicodélica, como na entrada dos anos 1970, com Atom Heart Mother e Meedle. Mas nada perto do brilho, qualidade e profundidade de TDSotM. Desde 1971, a banda já trazia em suas turnês, números instrumentais que se tornariam o disco retratado aqui.

“TDSotM era uma expressão de empatia política, filosófica,
humanitária que estava louca para sair”.
Roger Waters

Waters reflete sobre a existência humana e escreve sobre temas ainda relevantes hoje em dia, como cobiça, morte, vida, dinheiro, pressão, rotina, loucura, tempo, dor, e é nessa vibe que nasce um dos primeiros discos conceituais do Rock (Progressivo).

Além do teor altamente reflexivo das letras de Waters, o álbum é fruto de um verdadeiro trabalho em equipe, reunindo o melhor de cada músico em técnica, criatividade e capacidade artística. Um trabalho minucioso feito sem a tecnologia que vemos hoje, manualmente, sem automações ou efeitos digitais, quase artesanal que também contou com a habilidade dos Engenheiros de som Alan Parsons e Chris Thomas, sem deixar de fora a capa emblemática criada pelo estúdio Hipgnosis, de Storm Thorgerson (autor de tantas outras capas clássicas do Rock).

Capa do álbum "The Dark Side of the Moon", design de Storm Thorgerson/Estúdio Hipgnosis
Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Dark_Side_of_the_Moon#/media/File:Dark_Side_of_the_Moon.png 

Loops, efeitos sonoros, experimentos eletrônicos, sintetizadores, sequenciadores, relógios, gravadores multi-track, maravilhosos vocais femininos, além da tríade guitarra, baixo e bateria, trazem à tona faixas instrumentais, futuristas, espaciais, pesadas, etéreas, leves, progressivas.

Coloque seus fones de ouvido, deite e ouça “The great gig in the sky” e deixe-a levar seus pensamentos para algum lugar fora do chão, ou reserve 45 minutos do seu tempo para uma experiência completa, dramática, mágica. Entre e saia do outro lado do prisma.




TDSotM fala sobre pessoas e toca em nossos conflitos, valores, impasses, dubiedades e deixa no ar, sob as palavras de Waters, a questão: “A raça humana é capaz de ser humana?”

Números e curiosidades:
- O álbum vendeu mais de 40 milhões de cópias ao redor do mundo, um dos mais vendidos até hoje;
- Quase 600 semanas na lista dos mais vendidos da Billboard e mais de 700 semanas entre os 200 discos mais vendidos do mundo;
- Ainda hoje, vende mais de 250 mil exemplares a cada ano.
- Assista “Zabriskie Point”, de Michelangelo Antonioni (1970), trilha sonora de Pink Floyd, e ouça o embrião de “Us and Them” feita para uma sequência caótica e violenta do filme;
- Foram apresentadas à banda várias versões para a capa e ao baterem os olhos no “Prisma”, esta foi eleita por unanimidade;
- Clare Torry, voz de “The great gig in the sky”, foi gravada em um só take e ao acabar de cantá-la, pediu desculpas, pois achou que não tinha ficado muito bom;
- Ouça TDotM, junto com “O Mágico de Oz”. Embora este mito seja negado pela banda, há uma incrível sincronia das letras e áudio visual entre as duas obras;
- As vozes em off que permeiam todo o disco foram tiradas de perguntas criadas por Roger Waters e entregues em pedaços de papel a várias pessoas que andavam pelo estúdio, artistas, empregados. Perguntas como “Qual a última vez que você foi violento?” eram respondidas, gravadas e posteriormente inseridas em determinados trechos do disco. No final, a voz que se ouve é de Gerry O’Driscoll, zelador dos estúdios de Abbey Road, respondendo à pergunta: "What is 'the dark side of the moon'?" com: "There is no dark side of the moon, really. Matter of fact, it's all dark. The only thing that makes it look light is the sun."

Bibliografia:
HARRIS, John. The Dark Side of the Moon: os bastidores da obra-prima do Pink Floyd. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
The Dark Side of the Moon (DVD). São Paulo:  ST2 video; Eagle Rock Entertainment, 2002.

O disco (todas as faixas):


Dark Side Of The Rainbow:


Zabriskie Point, o filme (legendas em espanhol):


Carlos Bermudes, especial para  AEOL

P.S.: Não entendeu porgue polenghi está no título desse post? Clique aqui.

09 novembro 2017

THE GATE @ BJÖRK

O último videoclipe de Björk - The Gate - foi lançado em 20 de setembro desse ano e até agora tem pouco mais de 750 mil views no youtube.

Isso em nada representa a grandiosidade do trabalho da artista, que conta neste vídeo com figurino desenhado pelo estilista da Gucci Alessandro Micheli que consumiu quase dois meses trabalho, mais precisamente, 550 horas para confeccionar e 320 para bordar pérolas e pedraria.

Ainda não assistiu The Gate até o final? Aproveita e assiste agora:


Que tal? Essa música faz parte do novo álbum da artista, prometido para ser lançado daqui duas semanas.

Estamos esperando!

José Minerini

05 novembro 2017

FEDERAÇÃO DE ARTE EDUCADORES DO BRASIL REPUDIA SUSPENSÃO DE PROFESSORES NO PARANÁ POR CONTA DE UMA EXPOSIÇÃO DE ARTE NA ESCOLA

A Federação de Arte Educadores do Brasil divulgou nota de repúdio à suspensão dos educadores Sidnei Marcelino dos Santos e Fabricia Fernanda Donofri, responsáveis por uma exposição com trabalhos artísticos de alunos da 3ª série do Ensino Médio em escola do interior do Paraná.

Leia-a na íntegra:
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 Nota de repúdio à suspensão de professores por conta de uma exposição de arte em escola do Paraná


A FEDERAÇÃO DE ARTE EDUCADORES DO BRASIL (FAEB), entidade que possui trinta anos de existência e representa os profissionais de ensino da área de Arte no Brasil, vem a público repudiar a suspensão do Professor Sidnei Marcelino dos Santos e da Professora Fabricia Fernanda Donofri, educadores do Colégio Estadual Dom Geraldo Fernandes, situado na cidade de Cambé, interior do Estado do Paraná, por conta de uma exposição de arte produzida a partir dos conteúdos transversais nos processos educativos. Tal absurdo se deu porque alunos e alunas do terceiro ano do ensino médio dessa escola apresentaram trabalhos artísticos que se referem a temas como aborto, abuso sexual, intolerância religiosa, pedofilia e suicídio, conforme noticiado pela imprensa.

Considerando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,  LDB 9.394/96, que determina em seu Artigo 3º que o ensino deve ser ministrado com base nos princípios de “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”.

Considerando ainda o Artigo 26º da LDB 9.394/96, que determina em seu  parágrafo 9o que, os “Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as formas de violência contra a criança e o adolescente serão incluídos, como temas transversais[...]”. Este parágrafo referencia o Estatuto da Criança e do Adolescente Lei 8069 ao relacioná-lo aos temas transversais presentes em diversas manifestações artísticas, como os apresentados na referida exposição.

Considerando os Parâmetros Curriculares Nacionais - Arte  que determinam que:

O conhecimento da arte abre perspectivas para que o aluno tenha uma compreensão do mundo na qual a dimensão poética esteja presente: a arte ensina que é possível transformar continuamente a existência, que é preciso mudar referências a cada momento, ser flexível. Isso quer dizer que criar e conhecer são indissociáveis e a flexibilidade é condição fundamental para aprender. (BRASIL, 1997, p. 19)

A FAEB vem a público repudiar qualquer tipo de punição ou censura contra os educadores do Colégio Estadual Dom Geraldo Fernandes, que estavam cumprindo a função de educar pela arte para temas absolutamente relevantes na vida contemporânea. Educação que não cumpre seus papeis formativos, críticos e sociais não exerce plenamente sua função.

Manifestamos nosso apoio aos nossos colegas professores desejando que não se intimidem com a arbitrariedade sofrida.

Continuemos exercendo nosso papel, PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, PELA LIBERDADE DE ARTE EDUCAR !!



Leda Maria de Barros Guimarães
Presidente da FAEB (faeb.diretoria@gmail.com)




DIRETORIA DA FAEB 2017/2018
PRESIDENTE: Leda Maria de Barros Guimaraes - UFG/GO
VICE-PRESIDENTE: Ana Paula Abrahamian de Souza - UFRPE/PE
DIRETORA FINANCEIRA: Luzirene do Rego Leite - SEEDF/FADM/DF
DIRETORA DE ARTICULAÇÃO POLÍTICA: Fabiana Souto Lima Vidal - UFPE/PE
DIRETORA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS: Verônica Devens Costa - SEME-PMV/ES
DIRETOR DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS: Sidiney Peterson Ferreira Lima - UNESP/SP

______________________________________________________________________________

A nota original está publicada aqui. Divulgue-a!

01 novembro 2017

FIM DE SEMANA AEOL: PETER FOX

Macacos foram encontrados mortos pela febre amarela na Zona Norte de São Paulo e tem gente falando que vai matá-los para evitar contaminação. Quem contamina é mosquito e não o indefeso bichinho.

Uso um clipe do alemão Peter Fox para alertar que respeito à vida é fundamental: NÃO MATEM NOSSOS MACACOS!


Que as velhas ideias sejam renovadas!

Bom feriado!
José Minerini

19 outubro 2017

ANITA MALFATTI x MONTEIRO LOBATO: CENTENÁRIO DE UMA CRÍTICA

Gratuito e sem necessidade de inscrição prévia.

PROGRAMAÇÃO

27/10 | 14h
Solar da Marquesa | Rua  Roberto Simonsen, 136 - Centro
Seminário "Anita Malfatti: uma mulher em meio às exposições de arte moderna em São Paulo" com Daniel Rincón, Renata Cardoso e Japonega.

28/10 | 10h
Theatro Municipal | Praça Ramos de Azevedo, s/n - Centro
Saída fotográfica que passa por lugares frequentados pelos modernistas no centro de São Paulo.

Em breve
Casa Modernista
Rua Santa Cruz, 325 - Vila Mariana
Durante todo o dia, acontecem oficinas sobre arte moderna e crítica de arte para todas as idades.


Divulgação

16 outubro 2017

AS TRAJETÓRIAS DE ANA MAE BARBOSA

Assista ao vivo clicando aqui o seminário que o SESC SP organizou em homenagem a Ana Mae Barbosa.

 

Veja a programação completa:

Divulgação SESC SP

28 setembro 2017

25 setembro 2017

ANA MAE INFORMA: XXII CONGRESO DEL CLEA - CONSEJO LATINOAMERICANO DE EDUCACIÓN POR EL ARTE


Ethel Batres e o CLEA Guatemala foram extraordinários organizadores e o Congresso contou com mais de 600 participante.

Participantes do XXII Congresso do CLEA
Imagem: https://www.facebook.com/CLEA-Guatemala-609726492392651/ 

Leia parte da Carta de Guatemala, que resultou desse congresso:

Los miembros del Consejo Latinoamericano de Educación por el Arte (CLEA) de Brasil, Cuba,
Uruguay, Paraguay, Perú, Argentina, Colombia, México, Guatemala y Chile, desde el
corazón de Centroamérica, en la Ciudad de Guatemala, celebramos el XXII Congreso del
Consejo Latinoamericano de Educación por el Arte, no Centro Cultural Miguel
Ángel Asturias, del 23 al 26 de agosto del 2017, bajo los conceptos de Humanizar, Crecer y Conciliar.

Proseguimos insistiendo que si se quiere tener en nuestros países mejores condiciones de
desarrollo humano, valoración de la singularidad y pluralidad identitaria de nuestra
América, debemos avanzar hacia la transformación social desde innovaciones en los
sistemas educativos más integradoras, dinâmicas y totalizadoras , como los que
propone la Educación por el Arte, la cual incluye modalidades conscientes y críticas de
agenciamiento sociocultural en los ámbitos de la vida cotidiana en los cuales se
desenvuelven educandos y educadores.

De relevancia dentro de este panorama consideramos, en la situación actual, el acuciante
proceso de cambio que estamos transitando. Proceso que requiere un análisis
circunstancial, tanto en lo que atañe a la sociedad en su conjunto como a la educación, el
arte y la cultura y que nos lleva a preguntarnos: ¿En qué mundo vivirán los niños de
nuestra América que hoy ingresan a la vida y a la escuela? Los dueños del mundo hablan
de robots e inteligencia artificial y muy poco de trabajo humano. Hoy hay varios cursos de
producción de Arte con inteligencia artificial, en una suerte de mundo donde las máquinas
hacen el arte. En fin, sin rechazar la tecnología, ni los avances tecnológicos, lo que
reclamamos es un uso humano y ético de ella.

También realidad de hoy y no de mañana es cómo el CLEA asume lo que los pensadores
decoloniales revelan de la necesaria descolonización en nuestros modos de ser, de
conocer, de sentir y de pensar y cómo las matrices pedagógicas vigentes perpetúan esto.
Lo apuntado señala algunas de las temáticas que deberán ser asunto dominante de
nuestros futuros congresos. 

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Põe na agenda: Já podemos anunciar que no primeiro semestre  de 2019 com o apoio do Clea teremos o Congresso “Descolonizando a Arte/Educação na America Latina”. A data ainda não está determinada , mas preparem-se.

Ana Mae Barbosa

21 setembro 2017

ROCK SPOTS: THE WHO

Era uma vez uma banda que se formou ao Oeste de Londres, em 1964...

Espere um pouco, "Era uma vez..."???

Isso não é a cara do The Who! 

Em 1964, a história do The Who se funde com a subcultura Mod (Modernists), tornando-se muito representativa no meio.

The Who falava para um público essencialmente jovem, adolescente, quase sempre masculino (vide Pictures of LilyI'm a manSubstituteI'm a boy...) e a conquista de uma tribo nova para quem se encontrava na terra dos Beatles e Rolling Stones já trazia a esses caras um grande mérito. 

Uma das marcas registradas da banda eram suas performances no palco. Pete Townshend com seus saltos, um dia bateu o braço de sua guitarra no teto e muito puto com o acidente, finalizou a vida do instrumento chocando-o no chão. A partir daí, o Rock and Roll já não era mais o mesmo. Nos próximos shows a bateria de Keith Moon teria o mesmo destino e muita Silver Tape protegeria o cabo do microfone de Roger Daltrey para aguentar mil giros pelo ar.

Ao lado de figuras como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Santana e outras estrelas, tocaram nos maiores festivais de música do mundo: Monterey (1967) e Woodstock (1969).
Até o final da década de 60, as composições da banda cresceram bastante, chegando a serem considerados os precursores do gênero "ÓperaRock", com o disco Tommy (1969) e Quadrophenia (1973).

Mas o ponto alto do Who é o album Who's Next (1971). Aclamado por críticos e público é um disco essencial na história do Rock. Construído a partir de um projeto frustrado de Pete Townshend chamado Lifehouse, vários clássicos da banda rolam nesse vinil: Baba O'Riley e Won't get fooled again (temas da série C.S.I.), Behind blue eyes (regravada por Limp Bizkit em 2003), sem contar nas excepcionais The song is over e Pure and easy.
O The Who se apresentará no Brasil pela primeira vez nesta noite em São Paulo Trip (Allianz Parque), e no Rock in Rio dia 23/09. 

The Who contradiz sua própria letra ("...hope i die before i get old") e mostra que chega aos 50 anos de idade, mesmo com baixas pelo caminho (o baterista Keith Moon em 1978, hoje substituído por Zak Starr, e o baixista John Entwistle, em 2002, com Pino Palladino agora em seu lugar) mostrando força, punhos cerrados, raiva, fome de Rock e falando para jovens de sete a setenta anos.

É muita história e muito som em campo. 

Imagem: https://www.rockinthehead.com/single-post/2017/03/13/The-Who-grupo-confirmado-no-Rock-in-Rio-2017  




Carlos Bermudes, especial para AEOL

ROCK SPOTS, POR CARLOS BERMUDES

AEOL conta a partir de hoje com um novo colaborador, Carlos Bermudes.

Profundo conhecedor da história do rock, Carlos escreverá sobre músicos e bandas de rock icônicos que não podemos deixar de prestar atenção.

Neste momento Carlos está no show da banda "The Who" em São Paulo, sendo o primeiro post escrito por ele dedicado a essa banda.

Acompanhe, aqui no AEOL.

18 agosto 2017

CURSO SOBRE FOTOGRAFIA MODERNA

Serão quatro dias de curso em outubro com a pesquisadora e curadora Daniela Maura Ribeiro. O foco está na obra de German Lorca.

Será na Unibes Cultural, grudado ao Metrô Sumaré!

Saiba tudo aqui.

I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L - !

14 agosto 2017

INSCRIÇÕES PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA DA BNCC EM SP ABRIRAM HOJE E JÁ ESTÃO ESGOTADAS

As inscrições para participar da audiência pública da BNCC em Sao Paulo abriram hoje.
Tentei fazer minha inscrição há instantes e não consegui. Vejam a resposta:


As vagas já estão esgotadas.

AUDIÊNCIA PÚBLICA DA BNCC EM SP

ATENÇÃO: A Base Nacional Comum Curricular está sendo debatida publicamente em todos os terrótórios brasileiros.

Para participar é preciso se inscrever.

A audiência pública em São Paulo acontecerá dia 25 de agosto.

As inscrições estão aberta de hoje até quinta-feira, 17 de agosto aqui.

Corra se inscrever! Ajude a definir os caminhos do ensino da Arte no Brasil.

31 julho 2017

FAZENDO ARTE COM OS OLHOS

Este é o título de um projeto desenvolvido em grupo de pesquisa coordenado pela professora Rosangela Leote no Instituto de Artes da UNESP, em São Paulo.

A fundadora do AEP, Ana Amália é uma das participantes. Abaixo ela está com seus assistentes de pesquisa, Nigel Anderson e Moacir Simplício, ministrando aula na Associação Nosso Sonho.

acervo Ana Amália e Moa Simplício

Conheça o projeto:


Este projeto foi convidado para ser apresentado na Áustria e na Finlândia e precisa ser viabilizado financeiramente.

Saiba mais e como apoiar aqui.

Ajude a divulgar!

Moa Simplício

29 julho 2017

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: VERÓNICA DECIDE MORRER

Último post da websérie AEOL "Música Queer Brasileira" é com os neoabravanados da banda "Verônica decide Morrer".



Breve conclusão:

E teve boatos que a cena queer estava na pior. Se isso é tá na pior... (after Luisa Marsilac)!!!

A música queer brasileira está movimentadíssima e sem precedentes no país.

As muitas possibilidades eletrônicas para produzir conteúdo audiovisual estão nos smartphones nossos de cada dia, assim como para veicular essa produção pela internet e "zapzaps" da vida.

Assista aqui a todos os posts dessa série AEOL - Arteducação Online, a revista eletrônica do AEP direcionada a professores de Arte em sintonia com seu tempo.

Até a próxima série!

José Minerini
(editor)

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: THIAGO DI MELO

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: SEKETH BÁRBARA










MÚSICA QUEER BRASILEIRA: ÚLTIMA NOITE

Esta é a websérie AEOL com a menor quantidade de likes no Facebook. Poucos tiveram coragem de curtir publicamente algo de um universo repleto de preconceito. Por outro lado, os posts foram muito acessados e os clipes bastante assistidos.

Acompanhe a partir de agora os últimos artistas da "Música Queer Brasileira" que selecionamos.

José Minerini

24 julho 2017

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: DANNY BOND

ATENÇÃO: Conteúdo explícito!





MÚSICA QUEER BRASILEIRA: DANNA LISBOA


Danna alerta que a vida não é só de "bons drink" e festa "casamiga":

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: CARIÚCHA


MÚSICA QUEER BRASILEIRA: AS BAPHÔNICAS

MÚSICA QUEER BRASILEIRA: AS BAHIAS E A COZINHA MINEIRA




MÚSICA QUEER BRASILEIRA: ARETUZA LOVI


MÚSICA QUEER BRASILEIRA: BREVE INTRODUÇÃO

Estou escrevendo dois livros encomendados ao mesmo tempo e por esse motivo postando pouco no AEOL.

Por conta disso, alguns assuntos podem ser um pouco velhos para a dinâmica de um blog. Mas, aos poucos, colocarei as notícias em dia.


Drag queen paper doll
https://www.reddit.com/r/rupaulsdragrace/comments/5whons/outtv_is_bringing_a_new_tour_with_s9_girls_and/

Música Queer Brasileira: Breve introdução

Nhaííí? Vamos tomar uns "bons drink" e atualizar o babado da música queer? Luisa Marilac dá o start, que tá luxo! Ela fala direto do glamour no verão, europeu, claro!




Cultura queer é como se chama internacionalmente um segmento cultural muito bem delimitado, aquele dedicado à cultura LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros).

A geração atual que canta este universo no Brasil é pulsante, vem saindo do guetos e aos poucos chegando ao mainstream.

Esta semana aqui no AEOL é dedicada a essa cultura, cujos universos musicais e visuais convergem em uma cultura audiovisual bem informada e sofisticada.

Você perceberá que a montação corre solta. Bafo total!

Para não ter briga, os posts dessa websérie AEOL serão em ordem alfabética, porque no mundo gay um@ quer brilhar mais do que @ outr@. E com toda razão!

ACOMPANHE: Seis posts por noite. De hoje, dia 24, até 29 de julho de 2017.



19h00          19h30          20h00          20h30          21h00          21h30



Ajeita o picumã e se joga nas férias de inverno, que entram na reta final.

Xoxa não! Desaquenda o sofá da sala que a buátchy da semana é aí. O aquecimento da pista é por nossa conta, aqui no AEOL.

José Minerini
(editor)

Obs.: Esse texto usa expressões do universo queer e pajubá, dialeto gay que você pode conhecer aqui (ATENÇÃO: Há palavrões e alusões a conteúdos impróprios para menores de idade).